E então, após longos dias de espera, os Andes. Tortuosas 40 curvas de uma estrada muito enjoativa, e chegamos a quase um de seus topos.
Nessas 40 curvas, quatro paradas. A primeira para nos acostumarmos com a altitude. Nela, tivemos um vislumbre de algo que –fora os Andes- tanto esperávamos: neve! Recebidos e sobrevoados por um condor, tiramos algumas fotos, “La mano de Dios”, e prosseguimos a subida.
Segunda parada, a tentação. Paramos no vilarejo, e de lá avistamos montes de neve derretida em meio às pistas de esqui. Um momento para que cada um fosse procurar... Procurar o que? Seu tema de investigação? Aquela tranqueirinha sensacional da lojinha pra turistas? Neve? Ou, talvez, se achar em meio àquela imensidão!?
Seja lá o que fosse, foi breve. Terceira parada, e ai sim: neve! Todos correm para agarrá-la, uma e outra bola voam, e logo somos convocados de volta. Saímos então do anfiteatro de turistas. Todos no ônibus com expectativas, e sem paciência...
Parada semifinal: a cena anterior se repete, no entanto, o quíntuplo de neve surge. Pronto, uma verdadeira guerra. Alguém comenta o fato de ser Dia dos Pais, e então uma nevasca simultânea cai sobre o homem que muitas vezes assumi tal papel. O pai do cotidiano escolar, Roy, sofre o bullying com carinho...
Fábio diz “Eu quero mais do que só neve!”. Andando com dificuldade no solo de raspadinha fofa, chegamos ao final, um canto dos Andes onde se vê um grande vale.
O silêncio de se achar (ou descobrir) aquilo que se procura, nos toma.
Vendo o silêncio, entendi. Um pouquinho mais de mim, e bastante dos outros. Em cada atitude, uma tentativa e uma história, talvez nova, para contar.
Hora de partir: descemos até um ponto dedicado ao nosso almo-lanchinho (feito no Hostel!). Passado o saudável banquete com direito a frutas, nos cabe descer a tortuosa estrada do enjoo.
Alguns ensopados, outros cansados, chegamos a Santiago-matriz. Fomos ao museu de história Chilena, e nos deparamos com a seguinte frase de Neruda “Por que crescemos tanto, se no final no separamos”! Vale o pensar. Somos expulsos pelo horário de fechamento, e voltamos para o hostel.
Rodadas infinitas de pizza –para chorar nossa despedida ao Chile- , e cada um vai para seu canto, faz o que quer no tempo que conseguir, e a vida continua.
Valeu Chile, valeu gente, CSD e esses coordenadores e professores lindos, que nos proporcionaram –quase sem perder a cabeça- horas de vida e de aprendizado, internacional.
Luisa Helena
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